A Ética do Luxo*


Moda e Economia: Slow Fashion

Já todos percebemos que o sistema económico mundial atravessa umas das maiores crises de que há memória na era moderna. A falência de algumas das mais importantes instituições de investimento dos EUA obrigou os mercados a retraírem-se provocando enormes perdas nas principais bolsas mundiais.


Sendo verdade que a moda espelha a sociedade, nas actuais circunstâncias económicas não é de estranhar que os jornalistas e editores de moda predestinassem que as colecções Prim./Verão 2009 não primariam pela criatividade. Por não serem alheias à crise, as marcas optaram por não se arriscar em grandes exercícios estéticos e de luxo. As colecções 2009 reproduziram e comprovaram as atitudes que facilmente percebemos nos comentadores de política ou de economia- pessimismo ou optimismo. Alguns criadores optaram por visuais mais sóbrios, de tons escuros ou de cores pálidas (pastéis, beiges, crus, cinzas) e com muita influência dos cortes austeros do guarda-roupa masculino; enquanto outros, movidos pela esperança de novos e melhores tempos, optaram por uma atitude optimista que se traduziu em roupas alegres de formas soltas e fluidas, muitas vezes de inspiração infantil.

Ao longo da História da Moda, podemos constatar que foram também as condições sócio-económicas que determinaram as maiores transformações no vestuário. Na década de 40, por exemplo, com a 2ª Guerra Mundial, as mulheres foram obrigadas a abandonar o luxo dos anos 30 de forma a poderem corresponder às exigências de uma guerra cujos efeitos não deixavam ninguém imune. As saias subiram, os saltos baixaram e os cortes da roupa masculina apresentaram-se como os mais práticos para o trabalho nas fábricas, agora desempenhado pelas mulheres. Mas a utilização de materiais baratos e de cores escuras também se deveu à escassez de matéria prima que obrigava ao racionamento da mesma.

Hoje em dia, apesar da crise, não há escassez de materiais e enquanto a nível mundial a produção têxtil não for afectada dificilmente se operarão transformações tão profundas no vestuário como as que se deram nas diferentes décadas do séc. XX.
O que se verifica é que a moda não é uma área tão supérflua e alienada da realidade como muitos consideram. Qual o sentido de apresentar roupas super luxuosas e caras quando o mundo está à beira do colapso? Isto não significa que o mercado do luxo deixe de existir, mas há, cada vez mais, uma necessidade da moda se contextualizar e expressar de acordo com o panorama social. Cabe aqui acrescentar os esforços e compromissos de um cada vez maior número de criadores na denominada Slow Fashion, uma moda de princípios éticos que privilegia os artigos feitos em condições dignas, sem recurso a trabalho precário ou mão-de-obra infantil, e o uso de materiais orgânicos e métodos de produção que respeitem o meio ambiente. Estes pressupostos implicam que as peças, sendo mais caras, tenham um design muito mais duradouro e intemporal.


É sobretudo em momentos de crise que, também, a moda se reavalia e reinventa, colocando, a si própria, algumas questões morais sobre os seus papéis sociais.
Tirar a moda do pedestal e da passadeira vermelha e (re)vesti-la de realidade não significa que esta venha a perder elegância e sofisticação porque despertar o desejo no consumidor continua a ser fundamental no processo criativo, mas acima de tudo é imperativo passar a mensagem de que todos somos agentes nesta busca por um mundo melhor e mais justo.

Ana Abrunhosa
*texto publicado nas páginas de consultadoria da edição de Janeiro2009 da revista Noivas de Portugal


Os Sentidos da Moda




Distinção social Distinção pessoal



A moda está desde sempre ligada à ideia da distinção social, sendo um facto que as classes sociais usam esse mecanismo para se diferenciarem entre elas. Neste sentido, o vestuário possui um carácter distintivo e é neste contexto que ainda hoje se opera a escolha dos trajes a usar numa cerimónia de casamento.
Como muito claramente escreve o filósofo Gilles Lipovetsky em O Império do Efémero: a moda e seu destino nas sociedades modernas, “as classes inferiores correm a imitar as outras que lhes são superiores, e estas por sua vez partem em busca de algo novo que as diferencie”.

Outra noção que surge também comummente ligada ao vestuário é a de que este é revelador de um “eu” interior- “diz-me o que vestes e dir-te-ei quem és”. Neste âmbito seríamos todos seres transparentes, sem mistérios, mas parafraseando Umberto Eco, o hábito nem sempre faz o monge.


"Em Citânia: tem mini-saia-- é uma rapariga leviana.
Em Milão: tem mini-saia-- é uma rapariga moderna.
Em Paris: tem mini-saia-- é uma rapariga.
Em Hamburgo, no Eros: tem mini-saia-- se calhar é um rapaz.


Umberto Eco, O Hábito Fala Pelo Monge in Psicologia do Vestir






Muitas vezes o vestuário esconde e camufla, transformando-se num mecanismo que permite uma certa falsificação do “eu”. Permite esconder o que se é e mostrar o que se gostaria de ser. Fabrica-se um ideal, uma imagem para se ser aceite por um grupo social ou ser-se deliberadamente conotado com conceitos precisos- extravagância, irreverência, sensualidade, romantismo, glamour, etc.-, em resumo, com um determinado status quo. Algo se torna acessível através das roupas; há interesses que orientam o seu uso simbólico.


[No campo da moda nupcial, podemos com facilidade observar muitos destes processos. Aqui, o design continua a obedecer a determinados paradigmas estéticos e o sentido da distinção social prevalece, factores que quando conjugados levam a que seja uma área onde existem muitas resistências à inovação. Os vestidos de noiva, concretamente, continuam nos dias de hoje a traduzir um conjunto de hábitos ancestrais, um sistema de valores e a estrutura ideológica de uma sociedade.]

Ana Abrunhosa


[texto publicado na ed. Junho 2008 da revista Noivas de Portugal]


ESTILO, a outra face da moda _ ilustrações para a revista Noivas de Portugal



É difícil hoje em dia não estar na moda, mas sente-se bem com tudo quanto veste?

Basta abrir as páginas de uma qualquer revista cor-de-rosa para encontrarmos pessoas vestidas com roupas de costureiros famosos e não nos parecerem minimamente atractivas ou elegantes. Quando falta o elemento “estilo” de pouco adianta estar up-to-date ou ser uma fashion victim porque “ter estilo” é muito diferente de “estar na moda”. Estilo é algo abstracto que emana da pessoa, que vem de dentro para fora e implica um socrático “conhece-te a ti mesmo”. Com o fenómeno da globalização o leque de possibilidades é cada vez mais variado - é cada vez mais fácil estar na moda, mas é cada vez mais difícil não perdermos o nosso estilo, a nossa identidade. Porque o estilo não se compra com a moda; cultiva-se com tempo e auto-conhecimento e não adianta copiar o estilo desta ou daquela figura famosa porque o resultado nunca será verdadeiramente genuíno.

Conheça-se a si mesma e defina as qualidades que mais lhe agradam no seu corpo tentando valorizá-las sempre. O essencial de uma pessoa com charme e estilo é ser fiel a ela própria; é por isso que tem estilo e quem o tem assume tudo, inclusivamente os pontos fracos.

Inúmeros são os exemplos de pessoas que pegam nos seus pontos fracos e os transformam na sua imagem de marca. O desfile Primavera/Verão 2006 de John Galliano foi um exemplo disto mesmo. Desta vez as manequins ficar na prateleira e perante os nossos olhos desfilaram pessoas novas e velhas, gordas e magras, altas e baixas, bonitas e feias. Em comum? Muito estilo. Galliano e os seus modelos mostraram que a moda não existe somente para quem foi bafejado pela sorte de um corpo perfeito e de uma cara bonita.

Ana Abrunhosa

*excerto texto e ilustrações pulicadas na revista Noivas de Portugal


Arte & Moda, um casamento pós-moderno _ ilustrações para a revista Noivas de Portugal


Como Vestir Num Casamento_ ilustrações e texto p/ a edição de Junho de 2006 da Noivas de Portugal



Você recebe um convite para uma festa de casamento e com isso a preocupação com o que deve ou não vestir. Se o convite não trouxer nenhuma sugestão do traje a ser usado como por exemplo black tie, white tie, formal ou informal, tente saber junto dos anfitriões, as características do evento. Mas um casamento é sempre uma festa que os noivos preparam com empenho e carinho pelo que os convidados têm de retribuir com os mesmos cuidados usando algo devidamente adequado. Tenha atenção sobretudo à condição social dos anfitriões, à hora da cerimónia e ao local onde esta se vai realizar.

Cerimónia antes das 17 horas

• Informal- vestido curto ou tailleur

• Semi-formal- vestido curto ou tailleur

• Formal- vestido cocktail ou tailleur mais sofisticado e mais acessorizado; pode, aqui, conjugar luvas e chapéu como se fazia nos anos 50.

Cerimónia após as 17 horas

• Informal- vestido cocktail.

• Semi-formal- vestido cocktail.

• Formal ou black tie- vestido comprido ou vestido cocktail mais sofisticado e mais acessorizado

• Ultra-formal ou white tie- vestido comprido com cauda ou vestido de baile onde pode usar com acessórios como jóias, peles, luvas, estolas, étc.

Cores
Num casamento nunca use branco porque o branco é tradicionalmente um exclusivo das noivas, mesmo que hoje em dia todas as cores sejam permitidas no vestido de noiva. Evite também usar preto nas cerimónias diurnas.
Contudo não se preocupe em usar ou não a mesma cor das mães ou madrinhas; é impossível conseguir coordenar-se com toda a gente numa festa de casamento.

Sapatos e carteiras
O mais fácil será combinar sapatos e carteira (proporcionada ao seu tamanho e tipo de roupa, mas nunca demasiado grande) e optar por um tom acima ou abaixo em relação à cor do vestido. No entanto, com alguma experiência pode perfeitamente “brincar” com os acessórios e escolher cores contrastantes e inusitadas. Isso, junto com outros acessórios, poderá dar todo o salero ao mais simples vestido.


Colares, brincos e pulseiras
Embora acessórios devem ser escolhidos criteriosamente em função dos decotes, da decoração do vestido, do penteado que vai usar, étc. Verifique se são verdadeiramente imprescindíveis.

Chapéus
Se usar chapéu faça-o somente nas cerimónias diurnas e nunca com vestidos ou saias compridas; com estas, pode no máximo colocar um adorno ou pequeno toucado.

Luvas
Se usar luvas coordene o tamanho destas com o comprimento da manga; luvas acima do cotovelo só se usam com vestidos caveados ou cai-cais. E por favor, tire sempre as luvas no momento de beber ou comer!


Écharpes
Não subestime as écharpes, embora lhe possam parecer um acessório vulgar e incómodo.
Fundamental num vestido caveado ou cai-cai, na realidade uma écharpe completa uma toilette dando-lhe um maior glamour. Pode usá-las da cor do vestido, dos sapatos e carteira ou optar também por fazer um contraste.


Cabelos e maquilhagem
Capriche! Se puder vá a um bom salão. Nada como um cabelo bem trabalhado e uma boa maquilhagem ( que não significa muita!) para garantir a beleza até ao final da festa.

O acompanhante
Eis outro ponto fundamental para arrasar logo à chegada - o seu acompanhante. Oriente-o de modo a compor a “sua” escolha coordenando-o consigo duma forma subtil. Numa outra ocasião especificaremos os trajes adequados para os homens.

Outros conselhos
Não precisa vestir-se como aquela pessoa que viu em determinada revista.
Conheça o seu corpo e realce as partes de que mais gosta.
Nunca abandone por completo o seu estilo pessoal, nem deixe que outros lhe imponham um gosto que não é propriamente o seu.
Use, de facto, algo feminino e bonito pois roupa desportiva e casual ou roupa demasiado sexy não pertencem a casamentos. Pode estar fantástica e, sobretudo, requintada sem revelar demasiado e sem se cobrir de lantejoulas de alto a baixo.
É certo de que é livre de usar o que entender e que ninguém lhe irá pedir satisfações, mas o sucesso está certamente no equilíbrio.

Use o bom senso e sobretudo não esqueça que num casamento os protagonistas são os noivos e que foi convidada para um momento deveras especial.



Glossário

Black Tie- é sinónimo de festa formal onde os homens devem usar smoking ou fato escuro com gravata.
White Tie- festa de grande formalidade onde os homens usam casaca de grilo com colete, camisa e gravata ou laço brancos. O correspondente traje para o dia é o conhecido fraque.


Ana Abrunhosa


Bibliografia
Cynthia Nellis, Your Guide to Women´s Fashion
*artigo publicado na edição de Junho de 2006 da revista Noivas de Portugal





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PASSADO I PRESENTE I FUTURO _ ilustrações para a revista Noivas de Portugal



A propensão da moda actual é a de fazer confluir num mesmo tempo – agora – passado, presente e futuro. Alguns criadores evocam tempos passados; outros elaboram conceitos visionários e futuristas; outros regem-se pelos ditames da vida urbana e cosmopolita, como o conforto, bem-estar e a funcionalidade.

Uma mesma colecção apresenta padrões e modelos opostos para melhor satisfazer o mercado. As diferentes tendências de moda convivem num mesmo espaço e tempo e é cada vez mais o indivíduo quem cria a sua própria moda.
Vivemos na era do individualismo e mesmo as marcas mais conceituadas apostam na personalização dos seus produtos. Esse é também o caminho da moda para noiva. O indivíduo é a medida de todas as modas.
Dizer, hoje em dia que algo está fora de moda não passa de uma sentença arrogante. Talvez por isto tudo o estilo que se pode dizer ser o mais contemporâneo seja aquele, que sem um nome concreto, conjuga e mistura todas as tendências do momento numa só.

A chave da presente moda está no estilismo, em saber filtrar, adaptar, misturar e reinterpretar de forma prática e personalizada toda a informação veiculada pelos agentes de moda.


Ana Abrunhosa

* texto publicado na edição de Junho de 2007 da revista Noivas de Portugal


Ilustrações da colecção Nómadas Urbanos




OK! agora em vez do mítico "fuck the fashion" deveríamos dizer "fashion fucks punk".Mais um paradoxo desta época de revivalismos: pôr na moda um estilo que a seu tempo tentou romper com as normas ditadas pela moda- o Punk.
Ao nível visual,podemos extrair do punk o aspecto sujo,ajustado,metálico,roto e negro;os tacões agulha e as botas militares;as tachas, chapas e alfinetes;o estampado militar e os xadrez escocês; os cabelos em crista e os olhos negros.No entanto,existe uma grande diferença:hoje,tudo é mais limpo e muito mais caro.
Os alfinetes de alumínio transformaram-se em correntes de ouro e os slogans anarquistas foram substituídos por logos Dior ou Versace.
Mas o movimento punk era muito mais do k um simples movimento de moda.Intimamente ligado à música, o punk era uma liguagem jovem e contestatária,uma crítica ao sistema.
Jamie Reid,designer dos albúns dos Sex Pistols,foi o primeiro a colocar um alfinete numa t-shirt, precisamente através da boca da rainha de Inglaterra.
Talvez hoje também haja razões para protestar.Ou talvez se trate tão somente de nos venderem um estilo que ainda não tinha sido comercialmente explorado até ao tutano.





Um conselho:umas calças bem justas e rotas farão de vocês as estrelas da noite.Ah!mas não esquecer o perfume bem caro e a sandália de strass!


Estilos Passados I Inspirações Futuras _ ilustrações para Revista Noivas de Portugal





[texto publicado na edição de Dez. 2005 na revista Noivas de Portugal]

O gosto pela beleza, a preocupação com as formas, linhas, volumes e cores são ideias partilhadas pela moda e pela arte interpretando a sociedade de uma forma muito peculiar. Cada período histórico teve uma imagem adequada ao estilo artístico da época - por isso se pode falar de um traje renascentista, barroco ou romântico...

Este inverno, os anos 50 entram de novo na moda evocando o mais recente passado romântico, mas os vestidos dos séculos XVIII e XIX continuam a ter uma aura de grande fantasia.


Romantismo do séc.XVIII

As linhas básicas das roupas do séc. XVIII já haviam sido estabelecidas nos últimos 20 anos do séc.XVII. A corte de Versalhes ditava a moda na Europa. O traje romântico é composto por saia e corpete. Este, encorpado com papelão ou barbatanas, é muito bordado ou enfeitado com uma série de laços de tamanho decrescente. A manga característica do séc. XVIII terminava no cotovelo deixando aparecer a manga da chemise com os seus folhos de renda. As saias eram usadas sobre paniers (arcos) em barbatana de baleia ou arcos de salgueiro e, por norma, abertas na frente em V invertido de forma a mostrar a anágua. Devido ao exagero dos decotes era habitual usar uma " peça de recato", lenço quadrado em seda dobrado e enrolado à volta do pescoço e encaixado no corpete.

Estilo Império

A Revolução Francesa marca um rompimento drástico com o passado. As mulheres passam a usar um robe en chemise, vestido de cintura alta e até aos pés sempre em tecidos muito leves e diáfanos. Às vezes o tecido era humedecido de forma a colar-se ao corpo imitando as pregas das roupas gregas, efeito, também, acentuado por um género de sapatilhas sem salto. A ausência de bolsos levou ao surgimento da "retícula", pequena bolsa que as mulheres transportavam onde quer que fossem.
Talvez em nenhuma outra época , até à década de 20, as mulheres tenham usado tão pouca roupa como no início do séc.XIX.


A Belle Époque

No início do séc.XIX, a cintura, que fora alta durante um quarto de século, volta à posição normal e, inevitavelmente, fica mais fina. Os espartilhos voltam ao guarda-roupa feminino. Por volta de 1880, a silhueta adapta-se à curva em S, típica da Art Nouveau: a cintura era extremamente apertada com um espartilho-corpete; as saias eram drapeadas horizontalmente e cheias na parte de trás com caudas surpreendentemente longas. Por norma, usavam-se cores e padrões diferentes no mesmo vestido, tendo por vezes o efeito de uma manta de retalhos.

Os Anos 20

Em 1910, houve uma mudança fundamental nas roupas femininas a que não é alheia a influência dos ballets russos, nomeadamente da peça Schéhérazade. Os corpetes rígidos foram finalmente abandonados. Após a 1ª Guerra Mundial, surge um novo tipo de mulher. O novo ideal erótico era andrógino: todas as curvas - atributo feminino admirado por tanto tempo - foram completamente abandonadas e como toque final as mulheres cortaram os cabelos a la garçonne. O talento proeminente e revolucionário da década de 20 foi sem dúvida Coco Chanel.


Os Anos 50

Paris caiu em 1940, mas a moda sobreviveu.No entanto, a guerra mudou irrevogavelmente toda a estrutura da indústria da moda e Paris teve que repartir o seu protagonismo com a Inglaterra e os Estados Unidos.
Reflectindo o desejo das mulheres europeias em substituirem o rígido corte masculino por curvas femininas e saias dançantes, Cristian Dior apresenta em 1947, o New Look que marcaria a silhueta dos anos 50. Inspirado nos modelos da década de 1860, o New Look consiste essencialmente em cinturas muito apertadas, saias muito amplas, corpos estruturados ( Dior chegou a colocar enchimento no busto e nos quadris para acentuar as curvas), sapatos altos e chapéus grandes.
Na sofisticada atmosfera parisiensedos anos 50, as mulheres deviam ter a aparência de quem dispende tempo para ter um aspecto perfeito. As sobrancelhas eram arqueadas e escuras, o baton dava aos lábios uma linha severa e o rímel era fundamental. Peles, cashmeres, mohairs e jóias eram de extrema importância. O luxo predominava.





Bibliografia
Laver, J., Costume and Fashion: a concise history; 7ª edição, SP,2003